Desde o final da guerra civil em 2002, a nação tem registado anos de estabilidade e desenvolvimento sustentados, com uma taxa de crescimento médio anual de cerca de 18% entre 2006 e 2008. Angola é presentemente uma das economias com a mais elevada taxa de crescimento no mundo inteiro, prevendo o FMI que o seu crescimento atinja 9,3% em 2010.
A inflação tem registado alguma estabilidade nos últimos anos (baixou dos cerca de 430%, em meados de 2000, para cerca de 12% desde meados de 2006), o mesmo acontecendo com a taxa de câmbio. Apesar da crise financeira dos anos 2008/09 ter prejudicado a capacidade do BNA (Banco Central) em suportar a moeda nacional, a posição fiscal do Governo deverá registar uma melhoria em 2010/11, quando as receitas do petróleo se recuperarem, em resposta à produção petrolífera e aos preços internacionais mais altos. O Governo continua empenhado em reforçar a posição fiscal subjacente e salvaguardar a estabilidade do sector financeiro.
Desde o final da guerra, a manutenção da paz e da estabilidade tem sido a aposta universalmente aclamada do país. As vantagens políticas do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), aliadas às preocupações com a segurança continuada de Angola reflectiram-se na vitória indiscutível do MPLA nas eleições legislativas de 2008.
Angola é um dos maiores países produtores de petróleo de África - com reservas estimadas em 10 mil milhões de barris. É o quarto maior produtor mundial de diamantes; possui milhões de hectares de terra arável; muitos minerais valiosos e uma das maiores reservas de água de toda a África. Angola foi outrora o quarto maior produtor mundial de café, um produtor importante de minério de ferro e um exportador de mármore, alimentos e sisal de qualidade superior.
Os angolanos dependem das importações para fornecer grande parte dos seus bens de consumo. Mas à medida que a capacidade de produção do país se recupera, a potencialidade de incrementar as vendas no mercado nacional também regista um aumento exponencial. Angola tem ainda uma das taxas de crescimento populacional mais elevadas da África Subsahariana, estimada em 2,9% em 2000-05.
Não obstante o crescimento de Angola ser principalmente ditado pelas exportações de petróleo, o caminho para a expansão fiscal também tem sido alargado, bem como a mudança para o exterior na procura interna, que fomenta os outros sectores da economia. Ciente das crescentes expectativas entre a população desde o final da guerra, o governo angolano tem apostado na diversidade da economia, para além do petróleo e para sectores que envolvam mais mão-de-obra humana.
Os incentivos fiscais e aduaneiros estão disponíveis, dependendo do investimento ser feito no sector económico prioritário e/ou contribuir para o desenvolvimento das regiões menos desenvolvidas. Os sectores prioritários são: indústria, agricultura e criação de gado, energia e águas.
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